segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O MILAGRE DA VIDA


Ao passar dos sessenta anos viva cada dia como um verdadeiro milagre, veja como o Senhor lhe  protegeu, dia após dia. Dias que poderão ser os melhores de sua vida se você recebê-los como uma dádiva de Deus.

Reflita  ainda: quantas crianças, quantos jovens já morreram ou estão agora a um passo da morte? Quantas pessoas sonharam, planejaram chegar à sua idade, mas foram colhidas bem antes? Mas pra você Deus reservou dias maiores.

A longevidade é uma bênção que faz parte do plano de Deus desde o inicio da criação.

Ao fazer brotar a “árvore da vida” no meio do jardim do Édem (Gn 2.9) é provável que Ele tivesse como objetivo permitir que o homem vivesse perpetuamente, porem, em vez de escolher os frutos da vida, Adão e Eva optaram pelos da “árvore da ciência do bem e do mal” (Gn 2.17) Como hoje sabemos discernir o bem do mal. Podemos desfrutar os bens sem precisar provar o mal.

 

Enquanto a Lealdade refresca a consciência, a mentira e a traição atormenta o coração.
Pr Ananias F Ribeiro

A VERDADEIRA PÁZ João 14.27


A VERDADEIRA PÁZ  João 14.27

 

Meus amados irmãos e amigos, Falar em “PÁZ” em nos dias atuais, é até motivo de gozação, pois já faz algum tempo que o mundo conhece apenas a palavra,  mais a realidade é bem diferente, Mas, onde está a Paz que o Senhor Jesus deixou, Ele foi categórico dizendo, “Deixo-vos a paz, a minha Paz eu vos dou,  É ai que vemos a grande diferença, entre quem é do mundo e quem está no mundo,  O Senhor Jesus também falou sobre isso  neste mesmo capitulo nos versos 16 e 17  Ele disse “Eu rogarei ao Pai e Ele enviará outro consolador, para que fique convosco para sempre,

O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece: mas vos conhecereis porque El habita convosco e estará em vós, Você deve ter notado a diferença, Jesus falou de dois tipo de pessoas, um  que veria e conheceria e receberia o Consolador, e outro que não receberia porque não o conhecia, nem ao menos podia ver, O profeta Malaquias também fala enfaticamente sobre isso, quando diz “Então vereis outra vez a diferença entre o que serve a Deus e o que não serve” Malaquias 3.18.  Então é bem claro que existe dois povos diferentes, e essa diferença é nitidamente notada nos dias atuais, Jesus disse “ Não vo-la dou como o mundo a dá” João 14.27 e conclui o versículo dizendo “ Não se turbem o vosso coração e nem se atemorize, que maravilha, não é?  Então veja o que faz os verdadeiro cristão ter paz em meio as turbulência da vida,. Parece até que vivemos em mundos diferentes, no mundo em que pais continuam sacrificando filhos e filhos matando seus pais a pedofilia e o homossexualismo toma conta da sociedade, as drogas e a violência está destruindo a juventude,  surge um povo que canta e glorifica a Deus, saúda os  seus irmãos com “A paz do Senhor Jesus”, e bate no peito e diz eu vivo em paz,  Isso é um verdadeiro milagre,

Queridos nós não precisamos ir pras ruas reivindicar nada, nós temos uma promessa maravilhosa, o Senhor Jesus nos garantiu “que se nos estivermos ligados a Ele e se a sua palavra estiver em nós podemos pedir qualquer coisa que vamos receber”(João 15. 7 e 8) então pra que sair pelas ruas sujeito a vários perigos, e atrapalhando a vida dos outros, e causando prejuízos para nós mesmos e anarquizando a nossa Nação terrena,  o povo sem Cristo não pode nos entender, ele não tem a Paz que o Senhor Jesus nos deixou e nem o consolador que o  Ele pediu que o seu Pai nos enviasse, por isso, saem as ruas brigam badernam roubam se matam,   destroem as coisa publicas e particulares, dando prejuízos incalculáveis, e a nossa “imprensa”  que infelizmente é conivente com tudo o que vai contra a palavra de Deus com a exceção da “Rede Boas Novas”  ainda chama isso de manifestação pacifica, É impressionante, mas estamos todos no mesmo barcos, nós podemos dormir tranqüilos enquanto outros estão desesperado, isso nos lembra o que está registrado em Marcos 4.de 35 a 41 é realmente o que aconteceu lá  “Jesus dormia tranquilo na popa do barco, enquanto  os discípulos estavam desesperados com as ondas do mar,  mas, lá os discípulos aceitaram o dona da Paz e ele lhes deu a verdadeira paz, O mar ali representa o pecado, alguém já disse que o pecado é como o “mar” começa mansinho nas cordilheiras tão pequeno que não ofende ninguém,  quando chega no oceano, ninguém, usa lhe desafiar,  O barco que Jesus viajava era o mesmo dos discípulos, Ele é que fazia a diferença, hoje estamos vivendo no ,mesmo mundo, mas nós fazemos a diferença, e foi nesse sentido que o Senhor Jesus orou ao Pai dizendo,” Pai eu não lhe peço que os tires do mundo mas que os livres do mal, e conclui Eles não são do mundo como eu do mundo não sou” (João 17.15 e 16) é por isso que mesmo nas aflições da vida nos continuamos tranqüilos enquanto que outros com os problemas parecido com os nossos se desesperam a ponto de se Suicidarem, Não vivemos num mar de rosas, mas, além das maravilhosas promessa que cristo nos deu, Ele também nos advertiu, -dizendo, ”Tenho-vos dito isso para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tendes bom animo; eu venci o mundo.  Meu querido irmão Estresse, depressão, síndrome de pânico etc, dizem ser o mal deste século, eu porem lhe s digo, pode ser a doença do século, mas não deverá ser a nossa, nós somos a Igreja do Senhor Jesus, e se você faz é parte da Igreja do Senhor Jesus , Ele continua dizendo, As portas do inferno não prevalecerá contra Ela, e então se você é parte da referida igreja, deve saber que já mais encontrará socorro fazendo badernas nas ruas ou nas repartições publicas ou particulares, você pode dizer como o Salmista, “Elevo os meus olhos para os montes , de onde me virá o socorro? “O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra”, (Salmo 121 versos 1 e 2)

E você que ainda não faz parte desse povo que passa por aflições, mas confia nas eternas promessas e vive em paz, tranquilo e alegre , está na hora de se decidir, e se preferir , somos a Assembleia de Deus, com templos espalhados em milhares de lugares pelo mundo a fora, e o nosso templo central fica na 14 de Março esquina da Governador José Malcher no bairro de Nazaré, eu pr Ananias terei o prazer em recebê-lo.

Meu ultimo conselho não corra para lugar errado corra para os braços de Cristo, só Ele lhe dará a verdadeira PAZ A igreja é um barquinho navegando nesse grande mar, mas o Senhor Jesus é o piloto e comandante se você estiver nela estará seguro e tranquilo poderá dormir. E se acordará  no porto de Canaã celestial,

Belém 7 de Outubro de 2013.

Pastor  Ananias Ribeiro   

 

 

 

sábado, 24 de novembro de 2012

A FAIXA DE GAZA

60Faixa de Gaza – uma visão árabe


A hostilidade dos palestinos contra Israel é o resultado direto de anos de incitamento anti-Israel e anti-ocidental no mundo árabe e muçulmano – não apenas em relação a Israel, mas também em relação aos Estados Unidos. No atual mundo dos palestinos, qualquer um que fale sobre a paz com Israel é um traidor e um colaborador, mas qualquer um que clame pela destruição de Israel e que dispare foguetes contra Tel Aviv e contra Jerusalém é um herói.



Não existe nada que cause mais náuseas do que observar pessoas se regozijando à medida que foguetes são disparados contra Israel a partir da Faixa de Gaza.



Foi isto que aconteceu quando o Hamas lançou foguetes contra Jerusalém e Tel Aviv.



Assim que as sirenes foram acionadas, muitos palestinos saíram às ruas e subiram nos telhados, especialmente nas regiões árabes de Jerusalém, para aclamarem o Hamas. Às vezes, eles respondiam aos foguetes do Hamas lançando fogos de artifício ao ar como sinal de alegria e cantando: “Todos nós somos Hamas!” e “Ei, judeus, o exército de Maomé está caçando vocês”.



Cenas de júbilo por causa dos ataques dos foguetes sobre Israel também foram relatadas em várias cidades palestinas na Margem Ocidental, incluindo Ramallah, centro do “pragmatismo e da moderação” palestinos.



Mais tarde, ao saberem que os foguetes do Hamas haviam fracassado em sua intenção de matar israelenses nas duas cidades, os palestinos expressaram sua decepção.



Não importa que os foguetes poderiam ter caído sobre as cabeças deles mesmos. No que diz respeito a esses palestinos, não há problemas se vários árabes são mortos no processo de destruir Israel.



As celebrações refletem a forte hostilidade que muitos palestinos continuam a sentir com respeito a Israel, a despeito dos 20 anos de um processo de paz e dos bilhões de dólares de ajuda que receberam do Ocidente. Essa hostilidade é o resultado direto de anos de incitamento anti-Israel e anti-ocidental no mundo árabe e islâmico.



A hostilidade não é dirigida apenas contra Israel, mas também contra seus amigos – sobretudo os Estados Unidos.



Semelhantes explosões de júbilo estouraram em muitas partes da Margem Ocidental, na Faixa de Gaza e na parte oriental de Jerusalém, imediatamente após os palestinos terem ouvido a respeito dos ataques terroristas nos Estados Unidos em 11 de setembro.







1) Garoto palestino atira para o alto em comemoração à queda das Torres Gêmeas. 2) Mulher palestina recebe doces grátis de um vendedor na Jerusalém Antiga após saberem dos ataques ao World Trade Center.



E esta não foi a primeira vez que os palestinos expressaram regozijo quando cidades de Israel foram alvejadas.



Durante a guerra de 2006 no Líbano, os palestinos e alguns cidadãos árabes de Israel subiram aos telhados para aplaudirem os ataques dos foguetes do Hezb’allah (Partido de Alá) nas cidades da região Norte de Israel.



Durante a Segunda Intifada, muitos palestinos, especialmente na Faixa de Gaza, tomavam as ruas para cantar, dançar e distribuir doces depois de saberem sobre outro atentado suicida dentro de Israel.



E quando Saddam Hussein atirou foguetes contra Israel no início dos anos 1990, os palestinos também saíram às ruas e subiram nos telhados, cantando: “Ó amado Saddam, ataque, ataque Tel Aviv!”.



A propósito, no início do conflito em Gaza, muitos palestinos em Ramallah, Nablus e Hebron estavam cantando: “Ó amado Qassam [a ala armada do Hamas], destrói, destrói Tel Aviv!” e “O povo quer a destruição de Israel!”.



Ninguém está esperando que os palestinos expressem solidariedade ou simpatia por Israel em sua confrontação com o Hamas.



Mas, quando muitos palestinos manifestam sua alegria em público devido aos ataques de foguetes e mísseis às cidades de Israel, temos o direito de pensar se existe uma maioria de palestinos que concordaria com qualquer forma de compromisso com Israel.



No atual mundo dos palestinos, qualquer um que fale sobre a paz com Israel é um traidor e um colaborador, mas qualquer um que clame pela destruição de Israel e dispare foguetes contra Tel Aviv e contra Jerusalém é um herói. (Khaled Abu Toameh - www.gatestoneinstitute.org - http://www.beth-shalom.com.br)



Khaled Abu Toameh, um muçulmano árabe, é jornalista veterano, vencedor de prêmios, que vem dando cobertura jornalística aos problemas palestinos por aproximadamente três décadas.



Ele estudou na Universidade Hebraica e começou sua carreira como repórter trabalhando para um jornal afiliado à Organização Para a Libertação da Palestina (OLP), em Jerusalém.



Abu Toameh trabalha atualmente para a mídia internacional, servindo como “olhos e ouvidos” de jornalistas estrangeiros na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza.



Os artigos de Abu Toameh têm aparecido em inúmeros jornais em todo o mundo, inclusive no Wall Street Journal, no US News & World Report e no Sunday Times de Londres.



Desde 2002, ele tem escrito sobre os problemas palestinos para o jornal Jerusalém Post.



Abu Toameh também trabalha como produtor e consultor da NBC News desde 1989.



Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, dezembro de 2012.

Revista mensal com artigos sobre Israel, profecias bíblicas, e notícias internacionais comentadas. Entenda como o que ocorre no Oriente Médio afeta sua vida e o futuro de todos nós. Assine aqu


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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

EVANGELISTAS OU ELEITORES ?




2 novembro 2012 por Pr. Antônio Mesquita



No dia 31 de outubro – Dia da Reforma Protestante – terminou o prazo de candidaturas para a eleição da diretoria da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), período de 2013 a 2017. Por outro lado, deu-se início às inscrições de ministros para participarem da 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) da CGADB, a ser realizada em Brasília, de 8 a 12 de abril, quando, no dia 11, das 8 às 17h, ocorrerá a eleição. Por isto, muitos irão somente para a eleição. As inscrições se encerram no dia 28 de dezembro.



Ministros em série



Para tanto, de forma notadamente indiscriminada e também alheia aos preceitos e objetivos cristãos, algumas convenções regionais ‘consagraram’ milhares de ministros (pastores e/ou evangelistas), praticamente em série, para constituírem-se curral eleitoral. É uma triste realidade, pois o sagrado passa a alinhar-se ao profano, como meio de formatar (dar forma) a um ideário simplesmente sustentado pela vanglória humana.



Isto fica claro pelo número de consagrados nos últimos momentos, tendo em vista o número da credencial emitida. Minha credencial tem número da casa dos 18 mil, emitida há 16 anos e hoje o número chega à casa dos 60 mil!, número exorbitante e fora da realidade de determinadas regiões.



A causa espiritual não pode ser manipulada a bel prazer e tomar contornos meramente humanos, a desmerecer sua transcendência, acima dos limites humanos, puxada aos limites da mortalidade, como se não crêssemos em nada mais e a ficar somente em uma bela representação teatral de personas.



É um momento clássico e já retratado no texto da comunhão (comer o pão juntos), como parte do mesmo Corpo, em que os partidos e por eles as divisões (dissensões) aparecem, mas também quando os sinceros (convertidos ou aprovados) se manifestam, conforme 1Corintios 11. Portanto, o texto da Ceia do Senhor deveria ser iniciado nesse texto, no versículo 17.



Este retrato de narciso contraria a separação de ministros, conforme Efésios 4, a partir do versículo 7. São homens que recebem o dom ministerial, com uma finalidade específica, tendo em vista a necessidade da obra do Senhor, pois ministro não quer necessariamente dizer pastor. Este indica que ou quem tem rebanho, pastoreio e fora deste propósito, não há porque levar alguém ao ministério especificamente pastoral.



O texto destaca a preposição para, isto é, com um propósito, a partir do dom outorgado pelo Senhor: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, PARA a obra do ministério… PARA edificação do Corpo de Cristo… PARA que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento…” (grifo meu)



Os candidatos inscritos, suas regiões e os respectivos cargos são os seguintes (pela ordem alfabética):



PRESIDÊNCIA



1) José Wellington (São Paulo-SP)



2) Samuel Câmara (Belém-PA)



3) William Silva Iack



1º Vice-presidência (Sul)

1) Ival Teodoro da Silva (S. José dos Pinhais-PR)



2) Ubiratan Batista Job (Porto Alegre)



2º Vice-presidência (Centro-Oeste)

1) Sebastião Rodrigues de Souza (Cuiabá)

2) Sóstenes Apolos da Silva (Brasília)



3º Vice-presidência (Norte)

1) Gilberto Marques de Souza (Ananindeua-Belém-PA)

2) Jonatas Câmara (Manaus)



3) Leonardo Severo da Luz Neto



4º Vice-presidência (Nordeste)

1) José Antonio dos Santos (Alagoas)

2) Pedro Aldi Damasceno (Maranhão)



5º Vice-presidência (Sudeste)

1) Elyeo Pereira (Rio de Janeiro- Ceader)



2) Temóteo Ramos de Oliveira (Rio de Janeiro-Confraderj)



1º Secretário (Sul)

1) Nilton dos Santos (Santa Catarina)



2) Perci Fontoura (Paraná)



2º Secretário (Centro-Oeste)

1) Antonio Dionizio da Silva (Campo Grande-MS)

2) Lucas Araújo de Souza



3º Secretário (Norte)

1) Oton Miranda de Alencar (Amapá)



2) Pedro Abreu de Lima



4º Secretário (Nordeste)

1) Roberto José dos Santos (Recife)



5º Secretário (Sudeste)

1) Isaias Lemos Coimbra (Nova Iguaçu-RJ-Ceader)

2) Jonas Francisco de Paula (Paracambi-RJ-Comaderj)



3) Nilson Alves Filho



1º Tesoureiro (Sudeste)

1) Josias de Almeida Silva (Cubatão-Comadespe)

2) Ivan Pereira Bastos (Espírito Santo-Confrateres)

3) Reginaldo Cardoso dos Santos



2º Tesoureiro (Sudeste)

1) Nehemias Gaspar de Araújo

3) Álvaro Alén Sanches (Uberlândia)



CONSELHO FISCAL



1ª Região (Sul)

1) Isaias Cardoso dos Santos

2) Jerônimo dos Santos

3) José Polini (Paraná)



2ª Região (Centro-Oeste)

1) Geovani Neres Leandro da Cruz

2) Juvanir de Oliveira (Cuiabá)

3) Rinaldo Alves dos Santos (Brasília)



3ª Região (Norte)

1) Isamar Pessoa Ramalho (Boa Vista-RR)

2) Joel Holder (Porto Velho-RO)



4ª Região (Nordeste)

1) Antonio José Dias Ribeiro

2) Israel Alves Ferreira (Salvador-Bahia)

3) José Francisco Ferreira



5ª Região (Sudeste)

1) Edson Eugênio Vicente

2) Luiz Cezar Mariano Silva

3) Paulo Lopes Correa (Ilha da Conceição-Niterói)

4) Samuel Rodrigues (Jandira-SP-Ciadespel)



Gostaria de receber informações complementares das regiões e respectivas convenções regionais dos candidatos, que aparecem sem tais identificações.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

REFORMAR A REFORMA


Sabe-se que no início do Século XVI, a Igreja precisava de muito dinheiro para a conclusão da Basílica de São Pedro. O então Papa Leão X assinou um documento que prescrevia a venda de Indulgências, que seriam a suprema “garantia” da absolvição dos pecados passados, presentes e futuros e dariam “segurança” eterna àqueles que queriam alcançar o céu. Até mesmo aqueles que já haviam morrido podiam receber a absolvição de seus pecados, através das indulgências compradas pelos seus parentes ainda vivos.

A ideia era simples: ao mesmo tempo em que as Indulgências garantiam o perdão dos pecados e um lote no céu a quem as adquirisse, ajudariam a encher os cofres da Igreja. Os clérigos bradavam dos altares das igrejas: “Ao tilintarem as moedas no fundo da sacola, automaticamente os vossos pecados e ofensas serão perdoados, e até mesmo as almas dos vossos parentes que estão no purgatório serão levadas ao paraíso!”.

Tudo parecia ir muito bem, até que um obscuro monge chamado Martinho Lutero se insurgiu contra essa prática e conclamou a Igreja a voltar à obediência da Palavra de Deus e retornar às doutrinas e práticas cristãs primitivas, afixando as 95 Teses na porta da Catedral de Wittemberg, na Alemanha, em 31 de outubro de 1517. Esse evento desencadeou a Reforma Protestante. Aqueles que se juntaram a Lutero e se opuseram aos dogmas da Igreja foram historicamente reconhecidos como “Protestantes”.

Não pretendo aqui polemizar com os cristãos católicos, a quem respeito e amo no amor de Jesus. Mas gostaria de considerar, com a ênfase que o caso requer, que a Reforma só aconteceu porque a Igreja estava moralmente em decadência, pois distanciara-se muito do evangelho. A Igreja preocupava-se mais com as questões políticas e econômicas do que com os assuntos espirituais; ao buscar aumentar ainda mais suas riquezas, vendia indulgências, cargos eclesiásticos e relíquias, tudo como forma dos fiéis adquirirem bênçãos. E isso estava errado, e os próprios católicos reconhecem.

Passados quase quinhentos anos da Reforma Protestante, penso que não seria precipitado afirmar que, em muitos aspectos, precisamos reformar a Reforma, como filhos e herdeiros da mesma. Basta olhar a situação de não poucas igrejas ditas evangélicas. Em muitos aspectos, não estamos muito longe da decadência moral que pode preceder uma verdadeira reforma. É bom lembrar que algo precisa de reforma quando se deteriorou, ou tomou curso errado, ou se deformou. Assim, reformar é formar de novo, reconstruir, corrigir, retificar, restaurar. Em suma, reformar é fazer um “movimento para trás”, é levar algo à sua situação original. Então, meditemos sobre isto.

Os evangélicos não vendem Indulgências, mas muitos continuam proliferando ensinamentos que enganam os crentes com a promessa da salvação em troca de dinheiro e bens materiais. Não temos um papa, temos vários papas; cada denominação tem o seu. Muitos pastores vivem como se fossem “papazinhos” nos seus tronos de “infalibilidade”, ou melhor, há sempre um “reizinho” para cada feudo eclesial.

Também não temos santos e imagens, mas muitos tratam a Bíblia (ou partes dela) como “amuleto”. Não temos catecismo, mas temos uma “cartilha” de usos e costumes. Não há missa, mas temos cultos liturgicamente engessados. Não há paramentos sacerdotais, mas temos paletó e gravata. Não há reza, mas temos orações repetitivas. Não pagamos promessa, mas damos culto de ações de graça como se fosse. Não há penitência, mas temos algumas “simpatias” e “campanhas”, que muitos usam como forma de barganhar com Deus. Muitos evangélicos, como os católicos, pensam que a salvação só é conseguida na “sua” igreja.

Desse modo, não são essas mesmas coisas que indicam a nossa real necessidade de reforma? Pensemos, portanto, em quatro princípios fundamentais adotados pelos líderes da Reforma. Primeiro: a religião deve ser baseada nas Escrituras Sagradas, pois nada substitui a autoridade da Bíblia como nossa regra de fé e prática. Nem costume, nem tradição, nem cultura. Sola Scriptura! Segundo: a religião deve ser racional e inteligente, significando que, embora a razão esteja subordinada à revelação, a natureza racional do homem não pode ser violada por dogmas e doutrinas irracionais.

Terceiro: a religião é pessoal, ou seja, cada crente deve confessar o seu pecado diretamente a Deus, sem a necessidade de um sacerdote humano para perdoar-lhe. A adoração também é pessoal, de modo que os crentes podem ter comunhão com Deus, individualmente. Quarto: a religião deve ser espiritual, não formalista. Isso pressupõe a volta aos princípios evangélicos de simplicidade e pureza, indicando que o crente era santificado pela presença do Espírito Santo em sua vida interior, não pela observância de formalidades e cerimônias externas.

Todos os cristãos devem ter isto sempre em mente: ao estarmos constantemente nos reformando, manteremos sempre aberto o canal para que a “multiforme graça de Deus” continue a operar na igreja e em nossas vidas “sem impedimento algum” (1 Pe 4.10; At 28.31). Soli Deo Gloria!





E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

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O embate travado entre o pastor Silas Malafaia contra o candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, serviu, segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, para que o Partido dos Trabalhadores começasse “a cumprir uma ameaça” feita pelo ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto de Carvalho.



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Em fevereiro deste ano, durante o Fórum Social Mundial, Gilberto Carvalho declarou numa palestra que seria “preciso fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes”, e que o governo proporia a criação de uma empresa de mídia estatal para se dirigir à classe C.



As palavras do ministro ecoaram no meio evangélico e causaram fortes reações de líderes, como o pastor Silas Malafaia e o senador Magno Malta, que repudiaram, por diversas vezes, as declarações de Carvalho.



Recentemente, para rebater as críticas de Malafaia contra Haddad, o PT divulgou um documento em que alguns líderes evangélicos expressaram apoio à candidatura do ex-ministro da Educação, considerado responsável pela criação kit-gay. Para Reinaldo Azevedo, a divulgação do apoio como se fosse uma reação ao pastor Malafaia faz parte da promessa feita por Gilberto Carvalho, de disputar a ideologia propagada no meio evangélico.



-O PT quer ter a sua própria ‘igreja’. Também quer a sua própria imprensa. A sua própria OAB. O seu próprio STF. A sua própria SBPC. A sua própria universidade. Com sua vocação totalizante e totalitária, o partido quer submeter todas as instâncias da sociedade a seus ditames. Por isso, atribui a um manifesto de meia dúzia de evangélicos o que nem mesmo está lá. O texto não ataca Malafaia, mas Haddad o vende como uma reação ao líder religioso que não o apoia – frisa Azevedo.



Para o jornalista, “o PT jamais desiste de uma ideia, ainda que diga o contrário”, e ressalta que a busca do partido por influenciar a todos, em tudo, ainda permanece: “[O PT] não desistiu, estejam certos, de disputar a influência com os evangélicos, como se fosse também uma igreja… Ocorre que a existência de correntes cristãs que têm a fidelidade de seus fiéis soa uma traição ao partido que quer ser impor como imperativo categórico. É ele, partido, que tem de estar em todos os lugares. Por isso, agora, essa cruzada contra a Malafaia e contra os pastores que não estão com Haddad”, afirma o jornalista, explicando seu ponto de vista.



Reinaldo Azevedo crítica a essência dos objetivos do PT, e sua forma de interpretar a democracia: “O partido não pode aceitar que haja um líder religioso ou que haja correntes religiosas que se oponham à sua orientação. Sendo assim, então, ele decide criar a sua própria igreja, seduzindo alguns evangélicos com migalhas”.



Confira abaixo a íntegra do artigo de Reinaldo Azevedo no site da revista Veja:



Não! Este texto não é sobre religião e política. Este é um texto que repudia os que pretendem fazer da política uma religião.



O comando de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, convocou alguns pastores evangélicos — de pouca expressão, é verdade — para uma reunião no diretório municipal do partido. Ali se redigiu uma espécie de manifesto daqueles poucos líderes em favor do petista. Não se toca no nome do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que expressou seu apoio ao tucano José Serra. Quem se encarregou de criticar Malafaia foi o próprio Haddad: “Na verdade, houve uma reação aos modos e aos termos que o pastor [Malafaia] utilizou para se referir à minha pessoa. Inclusive uma pessoa que nem é de São Paulo”. Haddad acha que religião tem de ter base territorial, entende? Haddad acha que o divino tem de respeitar fronteiras territoriais. Adiante! O líder religioso da Assembleia de Deus emitiu uma nota (ver post abaixo) apontando o que considera “as mentiras” do petista. Não! À diferença do que podem pensar alguns, não farei um texto sobre religião. Tratarei de algo até mais amplo. A ameaça feita em janeiro por Gilberto Carvalho começa a se cumprir. O PT já começou a sua mobilização para disputar influência com os evangélicos. Para tanto, decidiu provocar um confronto entre os religiosos. Por quê?



Porque o PT quer ter a sua própria “igreja”. Também quer a sua própria imprensa. A sua própria OAB. O seu próprio STF. A sua própria SBPC. A sua própria universidade. Com sua vocação totalizante e totalitária, o partido quer submeter todas as instâncias da sociedade a seus ditames. Por isso, atribui a um manifesto de meia dúzia de evangélicos o que nem mesmo está lá. O texto não ataca Malafaia, mas Haddad o vende como uma reação ao líder religioso que não o apoia.



PT começa a cumprir ameaça contra evangélicos



O PT começa a cumprir uma ameaça. No Fórum Social de Porto Alegre, no fim de janeiro, o ministro Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência), homem mais importante no PT depois de Lula e seu provável futuro presidente, deu uma palestra. Na plateia, estava ninguém menos do que assassino e terrorista Cesare Basttisti, que ficou no Brasil por vontade Lula e Tarso Genro. Tudo em casa!



Carvalho estava muito à vontade. Confessou lá que o governo tem a intenção de criar uma mídia estatal para a classe C. Entenderam? A imprensa que está aí não serve. O estado precisaria financiar outra, mais adequada às necessidades do partido. Carvalho foi além: anunciou a disposição do PT de fazer “uma disputa ideológica coma as lideranças evangélicas para conquistas a classe C”. À época, escrevi um post sobre essa palestra e produzi uma série de textos a respeito.



Estava claro ali: o objetivo era mesmo confrontar os evangélicos. A fala deu um barulho danado, especialmente depois que demonstrei aqui o seu alcance e gravidade. Dilma teve de sair em socorro do ministro. Disseram que não era bem aquilo, que ele havia se expressado mal. Na esteira do mal-estar, Dilma deu o Ministério da Pesca para Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, da Igreja Universal, que representa fatia relativamente pequena dos evangélicos. Os petistas, como deixa claro o mensalão, estão acostumados a comprar apoios — seja com dinheiro de propina, seja com ministérios…



Muito bem! Não se esqueçam de uma coisa: o PT jamais desiste de uma ideia, ainda que diga o contrário. E não desistiu, estejam certos, de disputar a influência com os evangélicos, como se fosse também uma igreja… Ocorre que a existência de correntes cristãs que têm a fidelidade de seus fiéis soa uma traição ao partido que quer ser impor como imperativo categórico. É ele, partido, que tem de estar em todos os lugares. Por isso, agora, essa cruzada contra a Malafaia e contra os pastores que não estão com Haddad. E como é que os petistas contam levar a cizânia ao seio evangélico? Ora, usando alguns… evangélicos, que aceitam se comportar como inocentes úteis em troca de algumas promessas. Isso reforça a tese do PT de que tudo tem um preço, de que tudo pode ser reduzido a dinheiro — às vezes, dinheiro vivo, como se viu no mensalão.



Substituir a sociedade



Não! O partido não pode aceitar que haja um líder religioso ou que haja correntes religiosas que se oponham à sua orientação. Sendo assim, então, ele decide criar a sua própria igreja, seduzindo alguns evangélicos com migalhas. É o mesmo partido que não aceita o STF — que representaria, segundo Rui Falcão, a elite “suja e reacionária”. Ora, José Genoino está por aí a dizer que não se sente um condenado, como se isso fosse matéria subjetiva. Quem sabe a cadeia o faça mudar de ideia… Jorge Viana, senador pelo PT do Acre, já disse achar inadmissível que o governo nomeie ministros que depois condenem membros do partido. O PT quer, em suma, ter O SEU STF, ASSIM COMO QUER TER A SUA IGREJA.



Também rejeita uma disputa franca e aberta pelo comando da OAB, por exemplo. Está metido na disputa pelo comando da Ordem dos Advogados do Brasil porque não aceita, como é o certo, uma OAB que vigie o poder. Ao contrário: o PT quer um poder que vigie a OAB.



O partido vive às turras com o jornalismo independente porque, confessou Carvalho, quer ter a sua própria imprensa, que se ocupe não de noticiar o que é do interesse do conjunto da população, mas o que é útil a seu próprio fortalecimento. O diabo é que quer fazer isso com dinheiro público! Existir um jornalismo que se oriente segundo critérios que não são os da legenda ofende esses patriotas — assim como os ofende haver igrejas ou entidades de classe e categoria que não estejam a serviço de seus anseios.



O petismo também quer a sua própria universidade, de que é expressão gente como Marilena Chaui (ver post na home), esta detestável senhora capaz de torcer miseravelmente os fatos em favor da sua ideologia, sem qualquer compromisso com a verdade. Há anos o partido transformou a academia num mero quintal de seu projeto de poder.



Nada, assim, pode escapar a seu controle e a sua visão torta de mundo. A guerra que decidiu promover contra Malafaia expressa a pior e a mais típica natureza do petismo. Repete o que o partido vem fazendo em outros setores da sociedade de maneira contumaz e organizada. No que diz respeito à imprensa, por exemplo, ninguém ignora o desavergonhado financiamento ao subjornalismo, mobilizado para atacar autoridades do Judiciário, líderes da oposição e a imprensa independente.



Esses são os petralhas. E o país que eles imaginam se parece, deixem-me ver, com a Venezuela, com Cuba, com o Equador ou com a Argentina de Cristina Kirchner. Neste blog não passam. Como tenho afirmado nos lançamentos do meu livro mais recente, eles não se cansam de dizer mentiras sobre si mesmos, e eu não me canso de dizer a verdade sobre quem são.



Por Tiago Chagas, para o Gospel+



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O embate travado entre o pastor Silas Malafaia contra o candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, serviu, segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, para que o Partido dos Trabalhadores começasse “a cumprir uma ameaça” feita pelo ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto de Carvalho.



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Em fevereiro deste ano, durante o Fórum Social Mundial, Gilberto Carvalho declarou numa palestra que seria “preciso fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes”, e que o governo proporia a criação de uma empresa de mídia estatal para se dirigir à classe C.



As palavras do ministro ecoaram no meio evangélico e causaram fortes reações de líderes, como o pastor Silas Malafaia e o senador Magno Malta, que repudiaram, por diversas vezes, as declarações de Carvalho.



Recentemente, para rebater as críticas de Malafaia contra Haddad, o PT divulgou um documento em que alguns líderes evangélicos expressaram apoio à candidatura do ex-ministro da Educação, considerado responsável pela criação kit-gay. Para Reinaldo Azevedo, a divulgação do apoio como se fosse uma reação ao pastor Malafaia faz parte da promessa feita por Gilberto Carvalho, de disputar a ideologia propagada no meio evangélico.



-O PT quer ter a sua própria ‘igreja’. Também quer a sua própria imprensa. A sua própria OAB. O seu próprio STF. A sua própria SBPC. A sua própria universidade. Com sua vocação totalizante e totalitária, o partido quer submeter todas as instâncias da sociedade a seus ditames. Por isso, atribui a um manifesto de meia dúzia de evangélicos o que nem mesmo está lá. O texto não ataca Malafaia, mas Haddad o vende como uma reação ao líder religioso que não o apoia – frisa Azevedo.



Para o jornalista, “o PT jamais desiste de uma ideia, ainda que diga o contrário”, e ressalta que a busca do partido por influenciar a todos, em tudo, ainda permanece: “[O PT] não desistiu, estejam certos, de disputar a influência com os evangélicos, como se fosse também uma igreja… Ocorre que a existência de correntes cristãs que têm a fidelidade de seus fiéis soa uma traição ao partido que quer ser impor como imperativo categórico. É ele, partido, que tem de estar em todos os lugares. Por isso, agora, essa cruzada contra a Malafaia e contra os pastores que não estão com Haddad”, afirma o jornalista, explicando seu ponto de vista.



Reinaldo Azevedo crítica a essência dos objetivos do PT, e sua forma de interpretar a democracia: “O partido não pode aceitar que haja um líder religioso ou que haja correntes religiosas que se oponham à sua orientação. Sendo assim, então, ele decide criar a sua própria igreja, seduzindo alguns evangélicos com migalhas”.



Confira abaixo a íntegra do artigo de Reinaldo Azevedo no site da revista Veja:



Não! Este texto não é sobre religião e política. Este é um texto que repudia os que pretendem fazer da política uma religião.



O comando de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, convocou alguns pastores evangélicos — de pouca expressão, é verdade — para uma reunião no diretório municipal do partido. Ali se redigiu uma espécie de manifesto daqueles poucos líderes em favor do petista. Não se toca no nome do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que expressou seu apoio ao tucano José Serra. Quem se encarregou de criticar Malafaia foi o próprio Haddad: “Na verdade, houve uma reação aos modos e aos termos que o pastor [Malafaia] utilizou para se referir à minha pessoa. Inclusive uma pessoa que nem é de São Paulo”. Haddad acha que religião tem de ter base territorial, entende? Haddad acha que o divino tem de respeitar fronteiras territoriais. Adiante! O líder religioso da Assembleia de Deus emitiu uma nota (ver post abaixo) apontando o que considera “as mentiras” do petista. Não! À diferença do que podem pensar alguns, não farei um texto sobre religião. Tratarei de algo até mais amplo. A ameaça feita em janeiro por Gilberto Carvalho começa a se cumprir. O PT já começou a sua mobilização para disputar influência com os evangélicos. Para tanto, decidiu provocar um confronto entre os religiosos. Por quê?



Porque o PT quer ter a sua própria “igreja”. Também quer a sua própria imprensa. A sua própria OAB. O seu próprio STF. A sua própria SBPC. A sua própria universidade. Com sua vocação totalizante e totalitária, o partido quer submeter todas as instâncias da sociedade a seus ditames. Por isso, atribui a um manifesto de meia dúzia de evangélicos o que nem mesmo está lá. O texto não ataca Malafaia, mas Haddad o vende como uma reação ao líder religioso que não o apoia.



PT começa a cumprir ameaça contra evangélicos



O PT começa a cumprir uma ameaça. No Fórum Social de Porto Alegre, no fim de janeiro, o ministro Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência), homem mais importante no PT depois de Lula e seu provável futuro presidente, deu uma palestra. Na plateia, estava ninguém menos do que assassino e terrorista Cesare Basttisti, que ficou no Brasil por vontade Lula e Tarso Genro. Tudo em casa!



Carvalho estava muito à vontade. Confessou lá que o governo tem a intenção de criar uma mídia estatal para a classe C. Entenderam? A imprensa que está aí não serve. O estado precisaria financiar outra, mais adequada às necessidades do partido. Carvalho foi além: anunciou a disposição do PT de fazer “uma disputa ideológica coma as lideranças evangélicas para conquistas a classe C”. À época, escrevi um post sobre essa palestra e produzi uma série de textos a respeito.



Estava claro ali: o objetivo era mesmo confrontar os evangélicos. A fala deu um barulho danado, especialmente depois que demonstrei aqui o seu alcance e gravidade. Dilma teve de sair em socorro do ministro. Disseram que não era bem aquilo, que ele havia se expressado mal. Na esteira do mal-estar, Dilma deu o Ministério da Pesca para Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, da Igreja Universal, que representa fatia relativamente pequena dos evangélicos. Os petistas, como deixa claro o mensalão, estão acostumados a comprar apoios — seja com dinheiro de propina, seja com ministérios…



Muito bem! Não se esqueçam de uma coisa: o PT jamais desiste de uma ideia, ainda que diga o contrário. E não desistiu, estejam certos, de disputar a influência com os evangélicos, como se fosse também uma igreja… Ocorre que a existência de correntes cristãs que têm a fidelidade de seus fiéis soa uma traição ao partido que quer ser impor como imperativo categórico. É ele, partido, que tem de estar em todos os lugares. Por isso, agora, essa cruzada contra a Malafaia e contra os pastores que não estão com Haddad. E como é que os petistas contam levar a cizânia ao seio evangélico? Ora, usando alguns… evangélicos, que aceitam se comportar como inocentes úteis em troca de algumas promessas. Isso reforça a tese do PT de que tudo tem um preço, de que tudo pode ser reduzido a dinheiro — às vezes, dinheiro vivo, como se viu no mensalão.



Substituir a sociedade



Não! O partido não pode aceitar que haja um líder religioso ou que haja correntes religiosas que se oponham à sua orientação. Sendo assim, então, ele decide criar a sua própria igreja, seduzindo alguns evangélicos com migalhas. É o mesmo partido que não aceita o STF — que representaria, segundo Rui Falcão, a elite “suja e reacionária”. Ora, José Genoino está por aí a dizer que não se sente um condenado, como se isso fosse matéria subjetiva. Quem sabe a cadeia o faça mudar de ideia… Jorge Viana, senador pelo PT do Acre, já disse achar inadmissível que o governo nomeie ministros que depois condenem membros do partido. O PT quer, em suma, ter O SEU STF, ASSIM COMO QUER TER A SUA IGREJA.



Também rejeita uma disputa franca e aberta pelo comando da OAB, por exemplo. Está metido na disputa pelo comando da Ordem dos Advogados do Brasil porque não aceita, como é o certo, uma OAB que vigie o poder. Ao contrário: o PT quer um poder que vigie a OAB.



O partido vive às turras com o jornalismo independente porque, confessou Carvalho, quer ter a sua própria imprensa, que se ocupe não de noticiar o que é do interesse do conjunto da população, mas o que é útil a seu próprio fortalecimento. O diabo é que quer fazer isso com dinheiro público! Existir um jornalismo que se oriente segundo critérios que não são os da legenda ofende esses patriotas — assim como os ofende haver igrejas ou entidades de classe e categoria que não estejam a serviço de seus anseios.



O petismo também quer a sua própria universidade, de que é expressão gente como Marilena Chaui (ver post na home), esta detestável senhora capaz de torcer miseravelmente os fatos em favor da sua ideologia, sem qualquer compromisso com a verdade. Há anos o partido transformou a academia num mero quintal de seu projeto de poder.



Nada, assim, pode escapar a seu controle e a sua visão torta de mundo. A guerra que decidiu promover contra Malafaia expressa a pior e a mais típica natureza do petismo. Repete o que o partido vem fazendo em outros setores da sociedade de maneira contumaz e organizada. No que diz respeito à imprensa, por exemplo, ninguém ignora o desavergonhado financiamento ao subjornalismo, mobilizado para atacar autoridades do Judiciário, líderes da oposição e a imprensa independente.



Esses são os petralhas. E o país que eles imaginam se parece, deixem-me ver, com a Venezuela, com Cuba, com o Equador ou com a Argentina de Cristina Kirchner. Neste blog não passam. Como tenho afirmado nos lançamentos do meu livro mais recente, eles não se cansam de dizer mentiras sobre si mesmos, e eu não me canso de dizer a verdade sobre quem são.



Por Tiago Chagas, para o Gospel+