De: Abigail Leão [mailto:bigaleao@yahoo.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 27 de outubro de 2010 14:18
Para: cmwan-meyl; edvareva
Assunto: Se Dilma perder, Lula está frito!
Se Dilma perder, Lula está frito!
Eu recebi e estou repassando..... Leiam e fiquem por dentro do assunto !!!
Por que Lula treme de forma desesperada, para que Dilma ganhe as eleições de José Serra?
Se Dilma perder, Lula está frito! Virão à baila assuntos extremamente difíceis de serem explicados. O roubo é grande. O negócio é tão violento que fará o PT desaparecer, mudar de nome e endereço, como tem mudado algumas de suas figuras mais estranhas.
Veja se você, caro leitor, conhece essa gente!!!!!:
No Brasil, uma nova maneira de governar foi criada. Em Brasília, há passe livre para os egressos dos movimentos sindicais, principalmente se forem ligados ao PT. Para essas pessoas parece que as portas são mais largas e os caminhos menos sinuosos. Criou-se na capital federal a casta dos integrantes da República sindical brasileira. “Nunca antes na história desse País” tantos ex-dirigentes sindicais ocuparam postos chaves no destino da Nação Brasileira. É sobre essas pessoas, o que faziam e o que estão fazendo agora que nós iremos falar.
Jair Meneguelli – torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Alguém se lembra dele? Pois bem, ele sumiu. Fomos procurá-lo. Sabe onde o encontramos? Hoje ele se encontra em Brasília. É Presidente do Conselho Nacional do Sesi e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00. Salário atual: R$ 25.000,00. Salário anterior (no tempo de sindicalista) R$ 1.671,61.
Heiguiberto Navarro – ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Encontramos também. Sabe onde? Em Brasília. Sabe o que ele faz hoje? É assessor do Secretário Nacional de Estudos e Políticas da Presidência da República. Gostaram do nome? Salário atual: R$ 6.396,00. É ele quem articula os eventos do Presidente Lula quando ocorrem fora do Palácio do Planalto. Recordando, ele é ferramenteiro e na época tinha um salário de R$ 1.671,61.
João Vacari Neto – bancário, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Também o encontramos. Adivinhe onde? Brasília? Certa a resposta! O que ele faz atualmente? É membro do Conselho Nacional de Itaipu. Ajuda a decidir sobre a alocação do orçamento de Itaipu, cerca de R$ 4.500.000.000,00. Salário de R$ 13.000,00. Antes o seu salário era de R$ 4.909,20.
Paulo Okamoto – fresador, ex-tesoureiro da CUT. Está sumido do noticiário, mas nós o encontramos. Sabe onde? Em Brasília? Certa a resposta! O que ele faz hoje? Presidente do SEBRAE. Salário R$ 25.000,00. Comanda um orçamento de R$ 1.800.000.000,00. Salário anterior, quando era pobre: R$ 1.671,61.
Luis Marinho – pintor de veículos – ex-presidente da CUT. Lembram dele? Um doce para quem disser onde fomos encontrá-lo. Em Brasília? Certa a resposta! Estou devendo um doce para milhões de pessoas. O que é que ele está fazendo? Virou Ministro da Previdência Social. Salário R$ 8.363,80. Comanda um orçamento de R$ 191.000.000.000,00. Anteriormente o seu salário era de R$ 1.620,40.
Wilson Santarosa – operador de transferência e estocagem, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Está no Rio de Janeiro. É gerente de comunicação da Petrobrás e membro do Conselho Deliberativo da Petros. Salário atual R$ 39.000,00 comanda um orçamento de R$ 250.000.000,00. Salário anterior era de R$ 3.950,90.
João Antônio Felício – professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT. É outro que está no Rio de Janeiro. É atualmente membro do conselho do BNDES, salário R$ 3.600,00 por reunião da qual participa, com direito a transporte, hospedagem mais ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000,00. Tem sob sua responsabilidade opinar sobre sua destinação e acompanhar a execução. Salário anterior R$ 1.590,00.
Sergio Rosa – escriturário e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bancários. Também se encontra em Brasília. É atual presidente do Previ, Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Salário atual de R$ 15.000,00. Comanda um orçamento de cerca de R$ 106.000.000,00. Salário anterior R$ 4.500,00.
José Eduardo Dutra – geólogo, ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, atual Sindipetro. Hoje, graças a Deus, se encontra em Brasília, onde é presidente da BR Distribuidora, com um mísero salário de R$ 44.000,00. Comandará, entre 2008 e 2012, um orçamento de R$ 2.600.000.000,00. Salário anterior era R$ 10.000,00.
Wagner Pinheiros – analista de investimentos. Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo. É outro que faz parte da Nova República. É presidente da Petros, Fundo de Pensão dos Funcionários da Petrobrás. Salário atual apenas de R$ 44.000,00. Comanda um patrimônio R$ 32.400.000.000,00. Salário anterior: R$ 5.232,29. É bom frisar que o salário anterior era o salário percebido como dirigente sindical.
Como se não bastassem esses que aqui foram citados, outros estão lá, levados que foram pela força do voto popular. Vide casos: Vicentinho, prof. Luizinho, João Paulo Cunha e outros menos ou mais cotados. Num País onde vivenciamos a cada instante a falta de empregos e de oportunidades, mesmo para aqueles que lutaram e conseguiram fazer um curso superior, tivemos oportunidade de ver como para determinadas pessoas os caminhos são menos íngremes e as oportunidades parecem bater-lhes às portas. O momento é de reflexão.
É esta a República que nós queremos?
A República que nós queremos nós a construiremos com o nosso trabalho, com as nossas atitudes e com o nosso voto. Queremos as oportunidades como um direito de todos e não como um privilégio, como monopólio de uns poucos.
Marco Aurélio Prates
CREA MG - 102567D
Engº. Eletricista / Telecomunicações
MBA - Gestão Empresarial pela FGV
(33) 3275-1368 / 8821-0607 / 9919-7179 / 9191-6763 / 8434-4050
MSN: maaprates@hotmail.com
Skype: marco.aurelio.prates
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O CASAMENTO
CASAMENTO
Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e fel
Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e fel
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A LUTA
A luta só termina quando acaba
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
Um dos personagens mais intrigantes da literatura e da ópera é o Dr. Fausto. Escrita por J. W. Goethe, a obra Fausto é baseada numa lenda alemã sobre um homem que fez um pacto com o Diabo, entregando-lhe sua alma em troca de juventude e poder.
Afligindo-se com “a desumanidade do homem para com o homem”, Goethe conseguiu perscrutar a alma de seu tempo nessa obra, caracterizando a sociedade em que vivia como longe de Deus, leviana, egoísta, injusta, desumana e cheia dos mais degradantes pecados, retratada na figura do Dr. Fausto, um homem velho e doente de alma.
Um pintor retratou a lenda sobre tela, descrevendo essa história como um sombrio jogo de xadrez. De um lado do tabuleiro está Fausto, o símbolo das pessoas do mundo, com apenas três ou quatro peças à sua frente. Seu rosto está contorcido de desespero. Do lado oposto do tabuleiro, o Diabo está sentado em seu trono regozijando-se com sua aparente vitória. O artista intitulou sua pintura de “xeque-mate”.
Um mestre do xadrez, em visita à galeria de arte, parou diante do quadro, estudou-o por um longo tempo, até que exclamou: “Não acabou! Não é xeque-mate! O rei e o cavalo ainda têm outro movimento!”
Não poucas vezes na história da humanidade, pareceu que o Diabo estava ganhando o jogo, semeando guerras, pestes, intrigas, desintegração social, injustiça, ódio, fome, pobreza etc. Parecia estar dominando o tabuleiro. Ainda assim, havia um movimento final e tudo voltava a uma certa normalidade. O que parecia estar se desintegrando, retornava finalmente ao controle das pessoas de bem. Tem sido assim no mundo todo, inclusive no Brasil.
Sem dúvida, vivemos em um mundo que se revolve nas mesmas mazelas e pecados. Assim como naquele tempo, há um Fausto em cada um de nós que quer poder e riqueza, mesmo ao preço da própria alma.
Nossa história é pródiga em mostrar variados momentos em que até a própria alma do País estava como que “vendida ao Diabo”. Não poucos pactos efetuados nas entranhas do poder foram realizados em busca de mais privilégios, para quem já os tinha de sobra, mesmo consignando-se com eles o sacrifício de gerações inteiras.
O que dizer dos acontecimentos envolvendo dezenas de políticos nos repetidos escândalos de corrupção? Não são uma edição piorada da célebre ópera de Fausto? Tão seguros de que, uma vez vendida a alma, seu projeto de poder se imporia e jamais seriam apanhados, eles acabam por encenar uma ópera-bufa da pior qualidade.
Contudo, como a luta ainda não acabou, os que acreditam na decência e lutam pela verdade acabarão por fazer os últimos e vitoriosos movimentos no tabuleiro da vida política nacional. O “Ficha Limpa” é um exemplo disso.
Voltemos à alegoria de Fausto, pois ela nos remete a duas importantes verdades.
Primeiro, nos leva ao fato de que há uma luta renhida sendo travada nos bastidores do mundo espiritual pela alma da nossa nação.
Paulo, o apóstolo, desenha assim esse quadro: “Porque não estamos lutando contra gente feita de carne e sangue, mas contra seres espirituais – os poderosos seres satânicos e grandes príncipes malignos das trevas que governam este mundo; e contra um número tremendo de maus espíritos no mundo espiritual. Portanto, usem a armadura de Deus para resistir ao inimigo” (Ef 6.12).
Desse modo, podemos contribuir com oração, como está escrito: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.1,2).
Segundo, nos diz que a sociedade não pode experimentar uma felicidade que a pacifique e deixe as pessoas plenamente realizadas, senão quando cada um busca amar e servir ao próximo, em vez de lutar para levar vantagem ou espoliá-lo.
Jesus nos deu o exemplo: “Eu vim, não para ser servido, mas para servir”. Esse é, portanto, o maior conceito de cidadania que qualquer povo pode experimentar. O exercício desse amor e serviço abnegado apregoa ao Diabo que a nossa alma não tem preço.
Vender a alma, qualquer que seja o meio usado para isto, não traz felicidade. A realização pessoal é encontrada quando amamos a Deus acima de tudo e amamos ao próximo como a nós mesmos.
O diabo não pode e não irá vencer. Como servos de Jesus, podemos viver na firme confiança de que a luta só termina quando acaba. O último movimento é do Rei Jesus!
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
Um dos personagens mais intrigantes da literatura e da ópera é o Dr. Fausto. Escrita por J. W. Goethe, a obra Fausto é baseada numa lenda alemã sobre um homem que fez um pacto com o Diabo, entregando-lhe sua alma em troca de juventude e poder.
Afligindo-se com “a desumanidade do homem para com o homem”, Goethe conseguiu perscrutar a alma de seu tempo nessa obra, caracterizando a sociedade em que vivia como longe de Deus, leviana, egoísta, injusta, desumana e cheia dos mais degradantes pecados, retratada na figura do Dr. Fausto, um homem velho e doente de alma.
Um pintor retratou a lenda sobre tela, descrevendo essa história como um sombrio jogo de xadrez. De um lado do tabuleiro está Fausto, o símbolo das pessoas do mundo, com apenas três ou quatro peças à sua frente. Seu rosto está contorcido de desespero. Do lado oposto do tabuleiro, o Diabo está sentado em seu trono regozijando-se com sua aparente vitória. O artista intitulou sua pintura de “xeque-mate”.
Um mestre do xadrez, em visita à galeria de arte, parou diante do quadro, estudou-o por um longo tempo, até que exclamou: “Não acabou! Não é xeque-mate! O rei e o cavalo ainda têm outro movimento!”
Não poucas vezes na história da humanidade, pareceu que o Diabo estava ganhando o jogo, semeando guerras, pestes, intrigas, desintegração social, injustiça, ódio, fome, pobreza etc. Parecia estar dominando o tabuleiro. Ainda assim, havia um movimento final e tudo voltava a uma certa normalidade. O que parecia estar se desintegrando, retornava finalmente ao controle das pessoas de bem. Tem sido assim no mundo todo, inclusive no Brasil.
Sem dúvida, vivemos em um mundo que se revolve nas mesmas mazelas e pecados. Assim como naquele tempo, há um Fausto em cada um de nós que quer poder e riqueza, mesmo ao preço da própria alma.
Nossa história é pródiga em mostrar variados momentos em que até a própria alma do País estava como que “vendida ao Diabo”. Não poucos pactos efetuados nas entranhas do poder foram realizados em busca de mais privilégios, para quem já os tinha de sobra, mesmo consignando-se com eles o sacrifício de gerações inteiras.
O que dizer dos acontecimentos envolvendo dezenas de políticos nos repetidos escândalos de corrupção? Não são uma edição piorada da célebre ópera de Fausto? Tão seguros de que, uma vez vendida a alma, seu projeto de poder se imporia e jamais seriam apanhados, eles acabam por encenar uma ópera-bufa da pior qualidade.
Contudo, como a luta ainda não acabou, os que acreditam na decência e lutam pela verdade acabarão por fazer os últimos e vitoriosos movimentos no tabuleiro da vida política nacional. O “Ficha Limpa” é um exemplo disso.
Voltemos à alegoria de Fausto, pois ela nos remete a duas importantes verdades.
Primeiro, nos leva ao fato de que há uma luta renhida sendo travada nos bastidores do mundo espiritual pela alma da nossa nação.
Paulo, o apóstolo, desenha assim esse quadro: “Porque não estamos lutando contra gente feita de carne e sangue, mas contra seres espirituais – os poderosos seres satânicos e grandes príncipes malignos das trevas que governam este mundo; e contra um número tremendo de maus espíritos no mundo espiritual. Portanto, usem a armadura de Deus para resistir ao inimigo” (Ef 6.12).
Desse modo, podemos contribuir com oração, como está escrito: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.1,2).
Segundo, nos diz que a sociedade não pode experimentar uma felicidade que a pacifique e deixe as pessoas plenamente realizadas, senão quando cada um busca amar e servir ao próximo, em vez de lutar para levar vantagem ou espoliá-lo.
Jesus nos deu o exemplo: “Eu vim, não para ser servido, mas para servir”. Esse é, portanto, o maior conceito de cidadania que qualquer povo pode experimentar. O exercício desse amor e serviço abnegado apregoa ao Diabo que a nossa alma não tem preço.
Vender a alma, qualquer que seja o meio usado para isto, não traz felicidade. A realização pessoal é encontrada quando amamos a Deus acima de tudo e amamos ao próximo como a nós mesmos.
O diabo não pode e não irá vencer. Como servos de Jesus, podemos viver na firme confiança de que a luta só termina quando acaba. O último movimento é do Rei Jesus!
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
QUANTO VOCE QUER DE JESUS ?
O quanto você quer de Jesus?
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
Conta uma parábola que um crente chegou ao pastor da sua igreja e disse: “Pastor, eu gostaria de comprar um pouco de Jesus”. Ele queria apenas o suficiente para lhe dar um sono tranquilo à noite, mas nada que o perturbasse com a sorte das minorias oprimidas; que fosse o suficiente para fazê-lo dormir, mas não o fizesse sofrer com os miseráveis.
Ele queria só um pouco de Jesus que o emocionasse, mas não o transformasse; que lhe desse a cura física, mas não a cura interior. Ele queria apenas algo que lhe concedesse o calor humano, como de um “útero social”, mas nada que o levasse à crise existencial do novo nascimento.
Esse crente queria um pouco de Jesus que lhe garantisse o pão de cada dia, mas não o deixasse inquieto com os que não têm o que comer; apenas o suficiente para proteger a sua casa e os seus bens, mas não o deixasse perplexo com a situação dos que dormem debaixo das pontes. Um pouco, não muito, não tudo de Jesus; apenas o suficiente para lhe abrir as portas do céu, mas não lhe exigisse abrir os olhos para ver a maldade do seu próprio coração.
Receio que isso, embora expresso em parábola, não seja mera coincidência. É como a criança cuja mãe lhe dá pão com doce; lambe o doce e devolve o pão.
É provável que tenhamos chegado ao tempo predito por Jesus, em que “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). Alguém enamorado jamais se atrasa a um compromisso. Mas, hoje, a maioria não considera prioridade sequer chegar na hora para um culto de adoração ao Senhor.
Outra característica da nossa época é que o homem Jesus, o Filho de Deus, foi reduzido ao estereótipo de um ser mitológico, fruto da imaginação, uma pessoa “distante”. E alguns que se dizem “cristãos” vivem de tal modo como se Ele não existisse. Por isso, não é de se estranhar que alguns queiram “um pouco de Jesus”; apenas o bastante para não incomodar suas vidinhas vazias.
A questão que deveria incomodar, hoje e sempre, é se realmente acreditamos que Jesus Cristo é a resposta de Deus ao problema existencial do ser humano. Ora, se a resposta está em Jesus, o que justificaria, então, as mudanças substanciais na mensagem que é pregada por não poucos líderes cristãos e também no modo como muitos a vivem?
Preocupa-me o fato de estar sendo pregado e vivido ultimamente um cristianismo sem compromisso, uma fé utilitária, uma religião de consumo, na qual Jesus é reduzido às mesmas categorias das coisas de que precisamos.
É fácil deduzir que alguns frequentam igrejas, não porque querem Jesus, mas apenas porque desejam o que Ele pode proporcionar. Não o buscam pelo que Ele é, mas pelo que pode dar; não o buscam porque de fato o desejam, mas por entenderem que Ele é imprescindível para a realização dos seus planos pessoais.
O egoísmo próprio de nossa época quer que Jesus seja tirado do centro do universo, de modo que certos “cristãos” querem Jesus apenas o suficiente para ficar “de bem com a vida”.
Muitos desejam um cristianismo humanista, mas não divino; uma redenção sem sangue, uma salvação sem mudança de vida, um discipulado sem cruz, um pentecoste sem o poder do Espírito Santo.
Mas essa época nos impõe algumas perguntas, as quais exigem respostas coerentes.
Que tipo de cristianismo nós queremos? Um cristianismo que nos deixe de bom astral, mas não nos custe nada? Uma mensagem que não fale de sacrifício, de renúncia, de perdas, só de sucesso? Uma fé indolor, sem sofrimento, que não nos deixe nenhuma marca? Uma existência inodora, sem o bom cheiro de Cristo, para não sermos incômodos?
Isto é preocupante, não somente porque a mensagem cristã está sendo diluída, mas também porque a própria maneira de viver o cristianismo tem sido maculada.
O modo como alguém prega e vive a mensagem do evangelho reflete a qualidade da sua consagração a Cristo. O quanto alguém tem de Jesus depende do quanto de si mesmo entrega a Ele.
Viver com Jesus é um desafio radical: “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á”. Ou seja: se dermos a Ele toda a nossa vida, teremos a vida Dele toda.
Sendo assim, o quanto você vai querer de Jesus?
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
Conta uma parábola que um crente chegou ao pastor da sua igreja e disse: “Pastor, eu gostaria de comprar um pouco de Jesus”. Ele queria apenas o suficiente para lhe dar um sono tranquilo à noite, mas nada que o perturbasse com a sorte das minorias oprimidas; que fosse o suficiente para fazê-lo dormir, mas não o fizesse sofrer com os miseráveis.
Ele queria só um pouco de Jesus que o emocionasse, mas não o transformasse; que lhe desse a cura física, mas não a cura interior. Ele queria apenas algo que lhe concedesse o calor humano, como de um “útero social”, mas nada que o levasse à crise existencial do novo nascimento.
Esse crente queria um pouco de Jesus que lhe garantisse o pão de cada dia, mas não o deixasse inquieto com os que não têm o que comer; apenas o suficiente para proteger a sua casa e os seus bens, mas não o deixasse perplexo com a situação dos que dormem debaixo das pontes. Um pouco, não muito, não tudo de Jesus; apenas o suficiente para lhe abrir as portas do céu, mas não lhe exigisse abrir os olhos para ver a maldade do seu próprio coração.
Receio que isso, embora expresso em parábola, não seja mera coincidência. É como a criança cuja mãe lhe dá pão com doce; lambe o doce e devolve o pão.
É provável que tenhamos chegado ao tempo predito por Jesus, em que “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). Alguém enamorado jamais se atrasa a um compromisso. Mas, hoje, a maioria não considera prioridade sequer chegar na hora para um culto de adoração ao Senhor.
Outra característica da nossa época é que o homem Jesus, o Filho de Deus, foi reduzido ao estereótipo de um ser mitológico, fruto da imaginação, uma pessoa “distante”. E alguns que se dizem “cristãos” vivem de tal modo como se Ele não existisse. Por isso, não é de se estranhar que alguns queiram “um pouco de Jesus”; apenas o bastante para não incomodar suas vidinhas vazias.
A questão que deveria incomodar, hoje e sempre, é se realmente acreditamos que Jesus Cristo é a resposta de Deus ao problema existencial do ser humano. Ora, se a resposta está em Jesus, o que justificaria, então, as mudanças substanciais na mensagem que é pregada por não poucos líderes cristãos e também no modo como muitos a vivem?
Preocupa-me o fato de estar sendo pregado e vivido ultimamente um cristianismo sem compromisso, uma fé utilitária, uma religião de consumo, na qual Jesus é reduzido às mesmas categorias das coisas de que precisamos.
É fácil deduzir que alguns frequentam igrejas, não porque querem Jesus, mas apenas porque desejam o que Ele pode proporcionar. Não o buscam pelo que Ele é, mas pelo que pode dar; não o buscam porque de fato o desejam, mas por entenderem que Ele é imprescindível para a realização dos seus planos pessoais.
O egoísmo próprio de nossa época quer que Jesus seja tirado do centro do universo, de modo que certos “cristãos” querem Jesus apenas o suficiente para ficar “de bem com a vida”.
Muitos desejam um cristianismo humanista, mas não divino; uma redenção sem sangue, uma salvação sem mudança de vida, um discipulado sem cruz, um pentecoste sem o poder do Espírito Santo.
Mas essa época nos impõe algumas perguntas, as quais exigem respostas coerentes.
Que tipo de cristianismo nós queremos? Um cristianismo que nos deixe de bom astral, mas não nos custe nada? Uma mensagem que não fale de sacrifício, de renúncia, de perdas, só de sucesso? Uma fé indolor, sem sofrimento, que não nos deixe nenhuma marca? Uma existência inodora, sem o bom cheiro de Cristo, para não sermos incômodos?
Isto é preocupante, não somente porque a mensagem cristã está sendo diluída, mas também porque a própria maneira de viver o cristianismo tem sido maculada.
O modo como alguém prega e vive a mensagem do evangelho reflete a qualidade da sua consagração a Cristo. O quanto alguém tem de Jesus depende do quanto de si mesmo entrega a Ele.
Viver com Jesus é um desafio radical: “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á”. Ou seja: se dermos a Ele toda a nossa vida, teremos a vida Dele toda.
Sendo assim, o quanto você vai querer de Jesus?
E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Meus amigos, acordem! Vocês estão sendo enganados
Foi dito a vocês: “Satisfaçam seus instintos e vocês serão felizes!”
A Palavra de Deus diz: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8). “Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13.4).
Foi dito a vocês: “Ouçam música em alto volume e vocês se sentirão bem!”
A Palavra de Deus diz: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força...” (Isaías 30.15). “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração...” (Colossenses 3.15). “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3.16).
Foi dito a vocês: “Desliguem seu raciocínio, relaxem e não sejam críticos! Pensem positivamente e expandam sua consciência através da meditação, das drogas e de técnicas psíquicas”.
A Palavra de Deus diz: “sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pedro 4.7). “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé...” (1 Pedro 5.8-9).
Foi dito a vocês: “Pratiquem o ocultismo – magia, bruxaria – e vocês obterão conhecimentos sobrenaturais e poderes especiais”.
A Palavra de Deus diz: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18.10-12). “Fora (da cidade celestial) ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22.15). Seu lugar “será no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21.8).
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8)
Foi dito a vocês: “Procurem quem faz grandes sinais e prodígios, quem tem grandiosas visões e revelações, para que vocês tenham experiências especiais”.
A Palavra de Deus diz: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4.1). “...porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24.24).
Foi dito a vocês: “Unam-se, pois todas as religiões adoram o mesmo Deus”.
A Palavra de Deus diz: “Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3, o Primeiro Mandamento). “Não aprendais o caminho dos gentios... Porque os costumes dos povos são vaidade” (Jeremias 10.2-3). “Os ídolos são como um espantalho em pepinal...” (Jeremias 10.5).
Jesus Cristo, o Filho de Deus, diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Foi dito a vocês: “Todo ser humano é filho de Deus, pois em cada um habita o espírito divino”.
A Palavra de Deus diz: “Mas, a todos quantos o receberam (a Jesus Cristo), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais... nasceram... de Deus” (João 1.12-13). “e, tendo (Cristo) sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).
Foi dito a vocês: “Não falem de pecado, apenas de falhas, deslizes, lapsos! O bem e o mal têm a mesma origem”.
A Palavra de Deus diz: “o pecado é o opróbrio dos povos” (Provérbios 14.34). “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Isaías 5.20).
“Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3)
Foi dito a vocês: “Ouçam o seu interior. Se meditarem bastante, encontrarão a verdade dentro de si mesmos”.
A Palavra de Deus diz: “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.19-20). “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum...” (Romanos 7.18).
Foi dito a vocês: “Aceitem as crenças e o modo de ser de todos. Sejam tolerantes com as diferentes culturas e estilos de vida”.
A Palavra de Deus diz: “Exortamo-vos... a que admoesteis os insubmissos” (1 Ts 5.14). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6.9-11).
Por isso:
• Resistam aos maus exemplos em revistas, no rádio, na TV e na internet, que falam de “amor” mas praticam imoralidades e querem arrastá-los para a destruição.
• Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!
• Resistam à mistura religiosa antibíblica e ao ecumenismo.
• Mantenham-se firmes nas quatro exclusividades das Sagradas Escrituras: somente a Bíblia, somente Cristo, somente pela graça, somente pela fé.
• Resistam à busca antibíblica por sinais e milagres.
• Mantenham-se firmes no maior milagre: as chagas de Jesus Cristo, que entregou na cruz Sua vida pela nossa redenção e ressuscitou milagrosamente dentre os mortos ao terceiro dia.
• Resistam ao domínio de uma cultura de “entretenimento” – que, infelizmente, se espalha cada vez mais no meio cristão. Essa tendência transforma até a cruz de Cristo em objeto de distração e blasfema contra a santidade de Deus.
Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!
• Mantenham-se firmes no Deus triuno, que é ao mesmo tempo santo e justo, amoroso e misericordioso.
• Resistam à confusão mística e às afirmações de que em todos habita uma “centelha divina”.
• Mantenham-se firmes na consciência da completa corrupção e perdição do coração humano, que depende da redenção exclusivamente pela graça.
• Resistam à “cultura musical” que imagina poder atrair pessoas à fé cristã através de elementos pagãos (por exemplo, ritmos alucinantes e que levam ao êxtase, repetições de palavras como mantras ou melodias extremamente lentas que estimulam o transe).
• Mantenham-se firmes ouvindo hinos espirituais agradáveis, procedentes de corações tranqüilos e brandos.
• Resistam às tendências desta época, atrás das quais se esconde o espírito do inimigo.
• Mantenham-se firmes no Espírito de Deus que os separará deste mundo passageiro e os guiará a toda verdade.
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Salmo 145.18). (Dr. Lothar Gassmann - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 2007.
Leia também
Foi dito a vocês: “Satisfaçam seus instintos e vocês serão felizes!”
A Palavra de Deus diz: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8). “Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13.4).
Foi dito a vocês: “Ouçam música em alto volume e vocês se sentirão bem!”
A Palavra de Deus diz: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força...” (Isaías 30.15). “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração...” (Colossenses 3.15). “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3.16).
Foi dito a vocês: “Desliguem seu raciocínio, relaxem e não sejam críticos! Pensem positivamente e expandam sua consciência através da meditação, das drogas e de técnicas psíquicas”.
A Palavra de Deus diz: “sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pedro 4.7). “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé...” (1 Pedro 5.8-9).
Foi dito a vocês: “Pratiquem o ocultismo – magia, bruxaria – e vocês obterão conhecimentos sobrenaturais e poderes especiais”.
A Palavra de Deus diz: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18.10-12). “Fora (da cidade celestial) ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22.15). Seu lugar “será no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21.8).
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8)
Foi dito a vocês: “Procurem quem faz grandes sinais e prodígios, quem tem grandiosas visões e revelações, para que vocês tenham experiências especiais”.
A Palavra de Deus diz: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4.1). “...porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24.24).
Foi dito a vocês: “Unam-se, pois todas as religiões adoram o mesmo Deus”.
A Palavra de Deus diz: “Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3, o Primeiro Mandamento). “Não aprendais o caminho dos gentios... Porque os costumes dos povos são vaidade” (Jeremias 10.2-3). “Os ídolos são como um espantalho em pepinal...” (Jeremias 10.5).
Jesus Cristo, o Filho de Deus, diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Foi dito a vocês: “Todo ser humano é filho de Deus, pois em cada um habita o espírito divino”.
A Palavra de Deus diz: “Mas, a todos quantos o receberam (a Jesus Cristo), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais... nasceram... de Deus” (João 1.12-13). “e, tendo (Cristo) sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).
Foi dito a vocês: “Não falem de pecado, apenas de falhas, deslizes, lapsos! O bem e o mal têm a mesma origem”.
A Palavra de Deus diz: “o pecado é o opróbrio dos povos” (Provérbios 14.34). “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Isaías 5.20).
“Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3)
Foi dito a vocês: “Ouçam o seu interior. Se meditarem bastante, encontrarão a verdade dentro de si mesmos”.
A Palavra de Deus diz: “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.19-20). “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum...” (Romanos 7.18).
Foi dito a vocês: “Aceitem as crenças e o modo de ser de todos. Sejam tolerantes com as diferentes culturas e estilos de vida”.
A Palavra de Deus diz: “Exortamo-vos... a que admoesteis os insubmissos” (1 Ts 5.14). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6.9-11).
Por isso:
• Resistam aos maus exemplos em revistas, no rádio, na TV e na internet, que falam de “amor” mas praticam imoralidades e querem arrastá-los para a destruição.
• Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!
• Resistam à mistura religiosa antibíblica e ao ecumenismo.
• Mantenham-se firmes nas quatro exclusividades das Sagradas Escrituras: somente a Bíblia, somente Cristo, somente pela graça, somente pela fé.
• Resistam à busca antibíblica por sinais e milagres.
• Mantenham-se firmes no maior milagre: as chagas de Jesus Cristo, que entregou na cruz Sua vida pela nossa redenção e ressuscitou milagrosamente dentre os mortos ao terceiro dia.
• Resistam ao domínio de uma cultura de “entretenimento” – que, infelizmente, se espalha cada vez mais no meio cristão. Essa tendência transforma até a cruz de Cristo em objeto de distração e blasfema contra a santidade de Deus.
Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!
• Mantenham-se firmes no Deus triuno, que é ao mesmo tempo santo e justo, amoroso e misericordioso.
• Resistam à confusão mística e às afirmações de que em todos habita uma “centelha divina”.
• Mantenham-se firmes na consciência da completa corrupção e perdição do coração humano, que depende da redenção exclusivamente pela graça.
• Resistam à “cultura musical” que imagina poder atrair pessoas à fé cristã através de elementos pagãos (por exemplo, ritmos alucinantes e que levam ao êxtase, repetições de palavras como mantras ou melodias extremamente lentas que estimulam o transe).
• Mantenham-se firmes ouvindo hinos espirituais agradáveis, procedentes de corações tranqüilos e brandos.
• Resistam às tendências desta época, atrás das quais se esconde o espírito do inimigo.
• Mantenham-se firmes no Espírito de Deus que os separará deste mundo passageiro e os guiará a toda verdade.
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Salmo 145.18). (Dr. Lothar Gassmann - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 2007.
Leia também
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Amado(a) companheiro(a) no projeto de redenção nacional,
Graça e paz lhe sejam multiplicadas!
Venho à sua presença hoje, rogando sua permissão para compartilhar algo que considero de extrema importância dentro do projeto de redenção de nossa Pátria, que estou certa ser seu sonho e nosso.
Todos nós, ministros do Evangelho de Jesus Cristo, certamente temos gemido e clamado pela redenção da nossa nação. Sonhamos com um Brasil verdadeiramente cristão. Trabalhamos para ver os valores do Reino de Deus vividos em todos os segmentos da sociedade. Choramos por leis que se criam e políticas de governo que ferem nossos princípios. Cremos ser possível ver uma nação transformada em nossa geração. Para tanto precisamos estar unidos na oração e no trabalho.
Certamente uma das áreas que precisa ser profundamente afetada, é a política. Nunca teremos leis justas com legisladores injustos. A história mostra que há um desencadear da manifestação de Deus na nação, transformando-a, quando seus dirigentes máximos são aliançados com Ele e dele dependem para governar.
Nunca em nossa história precisamos tanto estar unidos diante de Deus, em oração, com um só espírito a favor das próximas eleições. Muitas causas em relação aos valores do Cristianismo, ganhas no Parlamento, por instrumentalidade dos nossos devotados parlamentares cristãos, são hoje ameaçadas pelo decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).
Uma verdadeira tentativa de impor a filosofia do desconstrutivismo. Desde o Planalto ao parlamento estadual temos uma oportunidade de ver Deus agir nas eleições de outubro. 2 Crônicas 7:14 sempre nos lembrará que é nossa a responsabilidade de levar a nação nos ombros do arrependimento e da oração para que as mudanças ocorram.
Como é sabido, a Senadora Marina Silva é oficialmente pré candidata à Presidência da República. A partir do dia 10 de junho, é candidata. Trata-se de uma filha de Deus cujo caráter irrepreensível é um testemunho vivo do seu novo nascimento e consagração. Sua vida de oração é um exemplo a ser seguido. Sua dependência de Deus e determinação de buscar a vontade do Pai é uma constante em todas as suas decisões. Sua vida de mulher pública é sem mancha. A prática dos valores cristãos e as marcas do caráter de Cristo em seu caráter são evidenciados em tudo quanto diz e faz.
Sua competência política e administrativa, incontestável. Seu prestígio nacional e internacional manifesta o reconhecimento do seu valor moral, ético e político. Sabendo que “o temor de Yahweh é o princípio da sabedoria,” e que “bem-aventurada é a nação cujo Deus é Yahweh,” sonhar com alguém com esse perfil na Presidência da República, nunca esteve tão próximo da real possibilidade. É por atestar essas marcas na pessoa de nossa irmã Marina, crendo que Deus poderá usá-la no projeto redentivo da nação, e convicta de que chegou a hora de aliar a intercessão ao trabalho, que me disponho a fazer tudo que me for possível para testemunhar a seu favor, recomendando-a como a melhor escolha do momento na corrida ao Planalto.
Grande parte do mundo evangélico não conhece a Senadora. Outra não sabe que ela é crente, pois sempre manteve uma postura ética e discreta em relação à fé, embora não perca oportunidade de testemunhar de Cristo.Desde dezembro de 2002 tenho tido a oportunidade de orar com nossa irmã. Na maioria das vezes pelo telefone, a seu pedido. Venho, portanto, acompanhando o seu testemunho por todo este tempo. Hoje, diante do chamado a ela confiado, prontifiquei-me a ser sua intercessora pessoal e dispor-me a servir em tudo quanto está a meu alcance para que o ideal de alguém cheio do Espírito Santo à frente da Pátria não seja um mero sonho, mas uma feliz realidade. Hoje integro a Comissão Evangélica pró Marina e tenho a responsabilidade de mobilizar intercessores e tornar este projeto conhecido na maior esfera possível do nosso segmento.
Permita-me, pois, amado(a) companheiro(a) nas lides do Reino, pedir-lhe algumas coisas, como uma simples serva a serviço desta causa:
1. Que mobilize seu povo para orar intensamente por Marina Silva. Gostaria que, se possível, nos enviasse e-mails de intercessores que desejam abraçar esse ministério de intercessão. Ela carece de grande cobertura de oração. Veja que força organizada se opõe a ela: “Gays lançam ofensiva contra Marina Silva e tentam politizar Parada Gay em ano eleitoral.”…”A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, ganhou a antipatia de entidades que representam a comunidade LGBT” … “Infelizmente ela não merece o voto de nem uma pessoa, familiar ou amigo LGBT”. Com ela ocorre o que aconteceu com Daniel:
“Nisso os presidentes e os sátrapas procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino, mas não podiam achar ocasião ou falta alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem falta. Pelo que estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, a menos que a procuremos no que diz respeito a lei do seu Deus” (Dn 6:5,6).
2. Passe esta mensgaem a quantos puder.
3. Caso tenha uma mala direta de lideranças evangélicas, não ousaria pedir-lha, mas perguntaria sobre a possibilidade de envio à sua mala direta de informes desse projeto.
Rogo ao Pai que a plenitude das bênçãos garantidas por Cristo Jesus sejam plenas em sua vida e ministério. Que tudo quanto lhe diz respeito conheça a cada instante o toque da graça Divina.
No amor do Messias, a serviço do Reino, por uma nação redimida,
Valnice Milhomens
Graça e paz lhe sejam multiplicadas!
Venho à sua presença hoje, rogando sua permissão para compartilhar algo que considero de extrema importância dentro do projeto de redenção de nossa Pátria, que estou certa ser seu sonho e nosso.
Todos nós, ministros do Evangelho de Jesus Cristo, certamente temos gemido e clamado pela redenção da nossa nação. Sonhamos com um Brasil verdadeiramente cristão. Trabalhamos para ver os valores do Reino de Deus vividos em todos os segmentos da sociedade. Choramos por leis que se criam e políticas de governo que ferem nossos princípios. Cremos ser possível ver uma nação transformada em nossa geração. Para tanto precisamos estar unidos na oração e no trabalho.
Certamente uma das áreas que precisa ser profundamente afetada, é a política. Nunca teremos leis justas com legisladores injustos. A história mostra que há um desencadear da manifestação de Deus na nação, transformando-a, quando seus dirigentes máximos são aliançados com Ele e dele dependem para governar.
Nunca em nossa história precisamos tanto estar unidos diante de Deus, em oração, com um só espírito a favor das próximas eleições. Muitas causas em relação aos valores do Cristianismo, ganhas no Parlamento, por instrumentalidade dos nossos devotados parlamentares cristãos, são hoje ameaçadas pelo decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).
Uma verdadeira tentativa de impor a filosofia do desconstrutivismo. Desde o Planalto ao parlamento estadual temos uma oportunidade de ver Deus agir nas eleições de outubro. 2 Crônicas 7:14 sempre nos lembrará que é nossa a responsabilidade de levar a nação nos ombros do arrependimento e da oração para que as mudanças ocorram.
Como é sabido, a Senadora Marina Silva é oficialmente pré candidata à Presidência da República. A partir do dia 10 de junho, é candidata. Trata-se de uma filha de Deus cujo caráter irrepreensível é um testemunho vivo do seu novo nascimento e consagração. Sua vida de oração é um exemplo a ser seguido. Sua dependência de Deus e determinação de buscar a vontade do Pai é uma constante em todas as suas decisões. Sua vida de mulher pública é sem mancha. A prática dos valores cristãos e as marcas do caráter de Cristo em seu caráter são evidenciados em tudo quanto diz e faz.
Sua competência política e administrativa, incontestável. Seu prestígio nacional e internacional manifesta o reconhecimento do seu valor moral, ético e político. Sabendo que “o temor de Yahweh é o princípio da sabedoria,” e que “bem-aventurada é a nação cujo Deus é Yahweh,” sonhar com alguém com esse perfil na Presidência da República, nunca esteve tão próximo da real possibilidade. É por atestar essas marcas na pessoa de nossa irmã Marina, crendo que Deus poderá usá-la no projeto redentivo da nação, e convicta de que chegou a hora de aliar a intercessão ao trabalho, que me disponho a fazer tudo que me for possível para testemunhar a seu favor, recomendando-a como a melhor escolha do momento na corrida ao Planalto.
Grande parte do mundo evangélico não conhece a Senadora. Outra não sabe que ela é crente, pois sempre manteve uma postura ética e discreta em relação à fé, embora não perca oportunidade de testemunhar de Cristo.Desde dezembro de 2002 tenho tido a oportunidade de orar com nossa irmã. Na maioria das vezes pelo telefone, a seu pedido. Venho, portanto, acompanhando o seu testemunho por todo este tempo. Hoje, diante do chamado a ela confiado, prontifiquei-me a ser sua intercessora pessoal e dispor-me a servir em tudo quanto está a meu alcance para que o ideal de alguém cheio do Espírito Santo à frente da Pátria não seja um mero sonho, mas uma feliz realidade. Hoje integro a Comissão Evangélica pró Marina e tenho a responsabilidade de mobilizar intercessores e tornar este projeto conhecido na maior esfera possível do nosso segmento.
Permita-me, pois, amado(a) companheiro(a) nas lides do Reino, pedir-lhe algumas coisas, como uma simples serva a serviço desta causa:
1. Que mobilize seu povo para orar intensamente por Marina Silva. Gostaria que, se possível, nos enviasse e-mails de intercessores que desejam abraçar esse ministério de intercessão. Ela carece de grande cobertura de oração. Veja que força organizada se opõe a ela: “Gays lançam ofensiva contra Marina Silva e tentam politizar Parada Gay em ano eleitoral.”…”A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, ganhou a antipatia de entidades que representam a comunidade LGBT” … “Infelizmente ela não merece o voto de nem uma pessoa, familiar ou amigo LGBT”. Com ela ocorre o que aconteceu com Daniel:
“Nisso os presidentes e os sátrapas procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino, mas não podiam achar ocasião ou falta alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem falta. Pelo que estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, a menos que a procuremos no que diz respeito a lei do seu Deus” (Dn 6:5,6).
2. Passe esta mensgaem a quantos puder.
3. Caso tenha uma mala direta de lideranças evangélicas, não ousaria pedir-lha, mas perguntaria sobre a possibilidade de envio à sua mala direta de informes desse projeto.
Rogo ao Pai que a plenitude das bênçãos garantidas por Cristo Jesus sejam plenas em sua vida e ministério. Que tudo quanto lhe diz respeito conheça a cada instante o toque da graça Divina.
No amor do Messias, a serviço do Reino, por uma nação redimida,
Valnice Milhomens
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
O papel da Igreja nas eleições
Jornal O Liberal, quarta-feira, 8 de setembro de 2010.
O Brasil é um país laico, como todo sabemos. Por essa condição, não há formalmente um vínculo direto entre igrejas e Estado. Não há controle deste sobre o clero, como acontece, por exemplo, na China, que chega a ordenar pastores. Tampouco, cabe à Igreja – reunindo aqui todos os segmentos – imiscuir-se em questões político-partidárias, declarando apoio oficial a este ou àquele candidato. Quando age desta forma, produz um efeito perverso, contribuindo para fortalecer um Estado confesso, o que tanto combate.
A Igreja deve resistir à tentação de apoiar este ou aquele candidato. E isso por muitas razões.
A primeira razão diz respeito à preservação das liberdades individuais. Cada um, por si próprio, deve exercer o direito de voto. Isso não pode ser uma escolha coletiva. Primeiro, deve passar pelo crivo investigativo de cada frequentador de templos. Trata-se da noção básica do respeito ao próximo, enquanto mandamento bíblico. Amar o seu irmão como a si mesmo, neste aspecto, equivale a não tolerar que outrem, por mais iluminado que pareça, decida nossos atos privativos.
Ninguém vai à igreja para ouvir sobre política. Todos vamos por questões que dizem respeito ao Evangelho. Logo, aproveitar a liturgia para tratar desse assunto implica não tratar os congregados com o devido respeito. Implica tirar proveito de um momento sagrado. Roubar a Deus. Princípio básico da democracia é reunir com propósito deliberado. É convocar assembléias e anunciar a pauta. É mover as pessoas de modo consciente.
Uma segunda razão está relacionada ao efeito desagregador de referida postura eclesiástica. Política separa as pessoas, divide opiniões. Um candidato poderá ter todas as virtudes, mesmo assim não terá a unanimidade do povo. Naturalmente, separar e provocar discussões de preferências no templo não é o alvo do Evangelho. Muito pelo contrário: o Evangelho só permanece há dois milênios sobre a Terra porque sua mensagem é apartidária e sem acepção de pessoas. Sua natureza é coesiva, capaz de reunir em torno de Cristo tribos, povos e raças.
O terceiro motivo volta-se para o verdadeiro papel da Igreja. Ela existe para cuidar de assuntos relacionados à salvação da alma. Podem dar ao Evangelho a roupagem que quiserem. Podem dizer que Cristo veio ao mundo trazer prosperidade, formar impérios e ensinar ativismo social. E Ele desmente tudo isso com sua própria vida, pois foi pobre, viveu à margem dos impérios e não se imiscuiu na vida política de sua nação, embora oprimida pelos romanos. Esse deve ser o foco da Igreja: pregar o Evangelho, repassar os ensinamentos de Jesus. Qualquer outro prisma será um desvio de alvo.
Não obstante, temos de reconhecer que todas as pessoas têm direito de votar e receber votos. Isso vale para membros e frequentadores das igrejas. Nada contra. Agora, a condição religiosa não pode ser pré-requisito para discurso político. Pelo contrário. Se alguém é “pastor”, isso é completamente avesso à vida pública. Ser “pastor” implica estarmos diante de uma pessoa que tem como função o ofício religioso. A menos que concorra para o cargo de capelão das casas legislativas, o que não existe. O mais é oportunismo. É tirar proveito da condição pública que o cargo lhe oferece perante o rebanho. A primeira coisa que digo a candidatos-pastores é: meu irmão, se você é pastor, então vá cuidar de sua igreja! Quer ser deputado ou senador? Então ingresse num curso de Direito e estude o processo legislativo.
Olhando diretamente para candidatos evangélicos, sinto arrepios pela história que alguns têm escrito. Aquele velho discurso protestante – de que precisamos de representantes para evitar até fechamento das igrejas – sabemos agora que é estória da Carochinha. Infelizmente, alguns desses “irmãos” são e foram manchetes de jornais, envolvidos em casos de corrupção capazes de fazer inveja aos que reputamos “ímpios” e “descrentes”. No meu caso, sempre votarei fundamentado em duas coisas: alguma noção de caráter do candidato e seu compromisso com a sociedade. Entre um ateu com essas qualidades e um falso cristão, voto no ateu. Votaria em Niemeyer.
Quando a Igreja se envolve com política partidária pisa um mar de lama. A qualquer momento pode afundar. Se o político que apoiou corromper-se, a instituição vai a reboque. A sociedade dirá: olha só aquele candidato dos crentes! Vejam o candidato apoiado pelo padre!
Não é papel da Igreja apoiar este ou aquele candidato. Muito menos, utilizar o espaço dos templos para pedir votos. Seu papel é continuar sendo sal da terra e luz do mundo. Sal, para salgar um país que apodrece na corrupção. Luz, para afugentar as trevas do autoritarismo e da falta de cidadania.
Não é verdade que a Igreja precisa do poder temporal para existir e prevalecer. Para continuar existindo, só precisa mesmo ser Igreja.
Rui Raiol é escritor (www.ruiraiol.com.br)
Jornal O Liberal, quarta-feira, 8 de setembro de 2010.
O Brasil é um país laico, como todo sabemos. Por essa condição, não há formalmente um vínculo direto entre igrejas e Estado. Não há controle deste sobre o clero, como acontece, por exemplo, na China, que chega a ordenar pastores. Tampouco, cabe à Igreja – reunindo aqui todos os segmentos – imiscuir-se em questões político-partidárias, declarando apoio oficial a este ou àquele candidato. Quando age desta forma, produz um efeito perverso, contribuindo para fortalecer um Estado confesso, o que tanto combate.
A Igreja deve resistir à tentação de apoiar este ou aquele candidato. E isso por muitas razões.
A primeira razão diz respeito à preservação das liberdades individuais. Cada um, por si próprio, deve exercer o direito de voto. Isso não pode ser uma escolha coletiva. Primeiro, deve passar pelo crivo investigativo de cada frequentador de templos. Trata-se da noção básica do respeito ao próximo, enquanto mandamento bíblico. Amar o seu irmão como a si mesmo, neste aspecto, equivale a não tolerar que outrem, por mais iluminado que pareça, decida nossos atos privativos.
Ninguém vai à igreja para ouvir sobre política. Todos vamos por questões que dizem respeito ao Evangelho. Logo, aproveitar a liturgia para tratar desse assunto implica não tratar os congregados com o devido respeito. Implica tirar proveito de um momento sagrado. Roubar a Deus. Princípio básico da democracia é reunir com propósito deliberado. É convocar assembléias e anunciar a pauta. É mover as pessoas de modo consciente.
Uma segunda razão está relacionada ao efeito desagregador de referida postura eclesiástica. Política separa as pessoas, divide opiniões. Um candidato poderá ter todas as virtudes, mesmo assim não terá a unanimidade do povo. Naturalmente, separar e provocar discussões de preferências no templo não é o alvo do Evangelho. Muito pelo contrário: o Evangelho só permanece há dois milênios sobre a Terra porque sua mensagem é apartidária e sem acepção de pessoas. Sua natureza é coesiva, capaz de reunir em torno de Cristo tribos, povos e raças.
O terceiro motivo volta-se para o verdadeiro papel da Igreja. Ela existe para cuidar de assuntos relacionados à salvação da alma. Podem dar ao Evangelho a roupagem que quiserem. Podem dizer que Cristo veio ao mundo trazer prosperidade, formar impérios e ensinar ativismo social. E Ele desmente tudo isso com sua própria vida, pois foi pobre, viveu à margem dos impérios e não se imiscuiu na vida política de sua nação, embora oprimida pelos romanos. Esse deve ser o foco da Igreja: pregar o Evangelho, repassar os ensinamentos de Jesus. Qualquer outro prisma será um desvio de alvo.
Não obstante, temos de reconhecer que todas as pessoas têm direito de votar e receber votos. Isso vale para membros e frequentadores das igrejas. Nada contra. Agora, a condição religiosa não pode ser pré-requisito para discurso político. Pelo contrário. Se alguém é “pastor”, isso é completamente avesso à vida pública. Ser “pastor” implica estarmos diante de uma pessoa que tem como função o ofício religioso. A menos que concorra para o cargo de capelão das casas legislativas, o que não existe. O mais é oportunismo. É tirar proveito da condição pública que o cargo lhe oferece perante o rebanho. A primeira coisa que digo a candidatos-pastores é: meu irmão, se você é pastor, então vá cuidar de sua igreja! Quer ser deputado ou senador? Então ingresse num curso de Direito e estude o processo legislativo.
Olhando diretamente para candidatos evangélicos, sinto arrepios pela história que alguns têm escrito. Aquele velho discurso protestante – de que precisamos de representantes para evitar até fechamento das igrejas – sabemos agora que é estória da Carochinha. Infelizmente, alguns desses “irmãos” são e foram manchetes de jornais, envolvidos em casos de corrupção capazes de fazer inveja aos que reputamos “ímpios” e “descrentes”. No meu caso, sempre votarei fundamentado em duas coisas: alguma noção de caráter do candidato e seu compromisso com a sociedade. Entre um ateu com essas qualidades e um falso cristão, voto no ateu. Votaria em Niemeyer.
Quando a Igreja se envolve com política partidária pisa um mar de lama. A qualquer momento pode afundar. Se o político que apoiou corromper-se, a instituição vai a reboque. A sociedade dirá: olha só aquele candidato dos crentes! Vejam o candidato apoiado pelo padre!
Não é papel da Igreja apoiar este ou aquele candidato. Muito menos, utilizar o espaço dos templos para pedir votos. Seu papel é continuar sendo sal da terra e luz do mundo. Sal, para salgar um país que apodrece na corrupção. Luz, para afugentar as trevas do autoritarismo e da falta de cidadania.
Não é verdade que a Igreja precisa do poder temporal para existir e prevalecer. Para continuar existindo, só precisa mesmo ser Igreja.
Rui Raiol é escritor (www.ruiraiol.com.br)
Assinar:
Postagens (Atom)